12 de Fevereiro de 2019

Queda da credibilidade alerta a

publicidade britânica

Mas a reflexão é válida para nós, que estamos no caminho da melhoria e do aumento da relevância da publicidade e não vivemos uma redução de credibilidade tão aguda, como a que vem ocorrendo no Reino Unido, país que faz a melhor propaganda do mundo e onde ela é muito importante há longos anos

 

Reino Unido vai trabalhar para reverter a queda na credibilidade da publicidade

Se preferir, ouça essa notícia em nosso Podcast (duração: 02 minutos e 7 segundos)

Keith Weed, que está deixando a liderança global de marketing da Unilever e assumindo a presidência da Advertising Association - AA (https://www.adassoc.org.uk), no Reino Unido, disse, por ocasião do encontro anual da entidade que passa a presidir, que "há claramente um problema de confiança e credibilidade na publicidade. A confiança tem que vir das pessoas que servimos. Então, se não estamos obtendo a confiança do público, nossa atividade deixa de ser relevante".

Suas reflexões, bem como a razão de sua contratação para ajudar a reverter essa situação, originou-se na mais recente pesquisa da AA, que revelou uma taxa de confiança na publicidade em seu mais baixo recorde, de 25% em dezembro de 2018, contra 35% em 2017 e 48% em 1992.

Conclamando os presentes e todo o setor da publicidade britânica a trabalhar unidos para enfrente esse desafio - pois lembrou "quem quer ir rápido, vai sozinho; quem quer ir longe, vai junto" - Weed enumerou cinco metas para sua gestão:

1. Reduzir o impacto negativo do bombardeamento de mensagens publicitárias sobre os consumidores

2. Melhores práticas para gerir a frequência excessiva e o excesso deretargeting

3. Sensibilização para revigorar a autorregulação do conteúdo publicitário

4. Sensibilização para uma regulamentação eficaz do emprego de dados pela publicidade

5. Congregar todo o setor e os anunciantes para disseminar e suportar com abrangência e intensidade o conceito de que a publicidade é uma "força do bem"

Os alertas de Weed são de valor para nós, que estamos no caminho da melhoria e do aumento da relevância e não vivemos uma crise de credibilidade tão aguda, graças, inclusive, à maior coesão de nosso mercado e da valorização das normas de melhores práticas éticas e profissionais. E como se verá na nota a seguir, sinais de alerta também estão vindo dos EUA, neste caso referentes ao mundo digital, que começa a viver seu período de significativas dificuldades.

 
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"Digital media is a wasteland"

Se preferir, ouça essa notícia em nosso Podcast (duração: 01 minuto e 22 segundos)

O título acima, de uma reflexão feita por John DeVore sobre o universo da mídia digital, foi mantido no original pela sua força e precisão. O autor é um pioneiro da internet, fundou seu primeiro website em 1999 e criou ou editou mais de 30 deles desde então, sendo responsável por um número de cliques acima de 100 bilhões.

Tendo passado por todos os gêneros de conteúdo na internet e por suas várias linguagens, do texto ao vídeo, DeVore avalia, em um ensaio muito bem escrito, que chamou de "poema em prosa em 11 partes", os muitos problemas que a internet causou e vem causando, ao lado de algumas significativas soluções e benefícios.

Ressaltando que mesmo estando muito qualificado para escrever sobre a internet, não tem uma ideia precisa de para onde ela está indo, o autor nos leva a refletir sobre esse setor de muitos perdedores e poucos mega vencedores, que está criando disrupção e caos no mundo do jornalismo, das artes e da publicidade, que permanece cheia de oportunidades mas está longe de resolver todos os problemas do mundo e de oferecer modelos de negócios sustentáveis para a maioria dos que estão envolvidos com ela.

 
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