26 de Março de 2019

 

Tempo de autocrítica

Três artigos com relevantes autocríticas de qualificados players dos setores de agências e digital indicam as dificuldades que a falta de padrões éticos e de melhor prática nos mercados centrais estão causando para o conjunto da atividade e suas partes.


"37 erros que fizemos nos últimos três anos"

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O Article Group é uma das novas agências mais quentes dos Estados Unidos, com unidades em São Francisco, Nova Iorque e Rochester; uma carteira de clientes como Google, GE e Nasa; e que tem apresentado um robusto crescimento.

Joe Lazar, oriundo da área de marketing e seu co-fundador, fez noMedium, sob o elucidativo titulo de "37 erros desta agência criativa feitos nos últimos três anos", uma profunda análise dos erros cometidos nos últimos anos. Cada um deles é devidamente comentado e sua "solução" apresentada aos leitores.

A seguir, apontamos oito deles, sem nenhuma hierarquia, como o próprio autor esclarece:

"Pensar que bons instrumentos vão resolver maus hábitos.
"Assumir que todos pensam do mesmo jeito.
"Pensar que um consultor pode resolver nosso processo de desenvolvimento de negócios.
"Não vender de forma estratégica.
"Competir pelo trabalho errado.
"Não fazer todas as perguntas certas sobre os negócios dos clientes.
"Subdimensionar o tempo e os custos de nosso trabalho.
"Deixar de ter uma conversa dura com alguns clientes."

São reflexões de grande utilidade tanto para quem dirige uma agência como os clientes, que não raro ultrapassam a linha do razoável e contribuem para as deficiências do trabalho que é prestado para suas marcas.


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Influenciadores digitais entram
em declínio

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A jovem Yasmin Jones-Henry conquistou seu relevante espaço no sofisticado e competitivo mundo da moda do Reino Unido a partir das plataformas digitais e hoje dirige a Workinfashion.me, publicação B2B para esse mercado, o que a coloca em um privilegiado ponto de observação.

Em artigo para o Financial Times ela dá indícios e comenta que a febre dos influenciadores digitais parece "estar vivendo sua última temporada", pois muitos deles estão perdendo importantes recursos publicitários, uma vez que as marcas desse setor estão se dando conta dos baixos retornos dessa fórmula e se registra uma renascença de publicações, digitais e impressas, com foco na moda, bem como a "revalorização de experiências e talentos tradicionais", que exercem sua atividade com maior responsabilidade, conhecimento de causa e robustez.

Ao encerrar, faz uma profissão de fé no profissionalismo e na qualidade: "estou confiante de que os especialistas e o artesãos sobreviverão aos influenciadores. Como todo amante da moda sabe, nem tudo que reluz é ouro".



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Tudo na internet é falso?

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Samuel Scott é mais um analista a confessar sua desilusão com os rumos do setor digital, que acabou tomando um direção diametralmente oposto à sua promessa inicial de que "tudo seria real, mensurado e rastreável".

Scott é jornalista, foi editor de diversas publicações de marketing e publicidade, além de  CMO de empresas high-tech. Hoje, faz palestras ao redor do mundo e foi numa dessas, no CMO Network do Reino Unido, que desenvolveu o conteúdo publicado pelo The Drum.

O texto faz um apanhado da elevada quantidade de fraudes, inconsistências e outros fakes que assolam o universo digital, após um preâmbulo que lembra os benefícios consensados pelas mídias tradicionais, que há muitos anos concordaram em terem seus números devidamente auditados por fontes independentes e metodologias robustas.

Como também lembrou, após duas décadas, já era mais do que tempo para mega organizações como Google, Amazon e Facebook terem resolvido essa questão essencial.

Entre os números de arrepiar apresentados por Scott estão fatos como a estimativa, conservadora, que metade do tráfego na internet simplesmente não existe; que a indústria de fraudes tem "amplos processos industriais" em países como a China; que os números de consumo do celulares são amplamente inflados; que o próprio The Washington Post (de propriedade de Jeff  Bezos) calcula que 61% dos comentários positivos sobre eletrônicos na Amazon são falsos; que por US$ 225 se compra um "pacote" de 25 mil seguidores no Instagram; que a "audiência" do Netflix é escandalosamente inflada; e assim por diante.

Scott finaliza com mais uma referência do The Washington Post, nas palavras de seu editor de tecnologia Aram Zucker-Scharff: “A internet está repleta de mentiras, números falsos, é lucrativa com base em modelos falsos, fornece informações falsas, dá suporte a usuários falsos. E nada disso é por acaso..."



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