21 de maio de 2019

Para fazer pensar

Dois artigos de pessoas profundamente envolvidas com a criação e desenvolvimento do mundo da internet levam a pensar da relação da publicidade com o digital e vice-versa, bem como na complexa possibilidade de controlar um dos mega players desse universo em expansão, o Facebook.

 

"A publicidade continua sendo o futuro do digital"

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Criado na era da internet, Charles Tumiotto Jackson é designer, fotógrafo e criador dedicado às múltiplas possibilidades do digital. Mas isso não o impede de entender a lógica econômica da internet, que está e continuará a estar fundamentada na publicidade, como afirmou em artigo no The Medium.

Alternativas pagas pelo usuário não evitam a publicidade, apenas reduzem sua exposição e a fazem chegar por outras vias. Esse valor, na prática, não contribui com grandes recursos e no fundo não interessa muito a ninguém, pois a publicidade é parte essencial da experiência digital.

O que a publicidade digital precisa, como o autor observa, é ser melhor utilizada tanto pela mídia digital como pelos anunciantes, que devem resgatar os tradicionais predicados da boa publicidade.


 
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"Está na hora de dividir o Facebook"

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A sugestão clara e direta de Chris Hughes está em alentado artigo publicado na seção de Opinião da edição dominical do New York Times. Hughes foi colega de quarto de Mark Zuckerberg em Harvard e um dos cinco co-fundadores do Facebook; desde 2012 não tem mais ações da corporação nem está ligado a nenhuma outra empresa de mídia social, como ele mesmo enfatiza.

Sua ampla análise ressalva sua percepção sobre os méritos e a dedicação de Zuckerberg, a quem define como uma "pessoa boa e gentil", mas credita à sua obsessão em dominar seu campo de atuação a principal razão do Facebook ser o que é e dos muitos desvios cometidos nos últimos anos.

Para Hughes não há possibilidade de controle da megacorporação por nenhum governo ou organização supra-nacional e a única forma seria a utilização de um remédio extremo, a aplicação da lei antitruste americana, empregada raramente, mas usada no século XX para separar a Standard Oil e a AT&T e, mais recentemente, segurar as ambições monopolísticas da IBM e da Microsoft.

A divisão do Facebook em diversas corporações independentes seria, a seu ver, a maneira de assegurar os melhores interesses tanto dos consumidores como dos anunciantes e da sociedade, além de garantir que a evolução do setor de mídia social continue.

Eventualmente, comenta Hughes, o mesmo recurso teria que ser empregado com o Google e a Amazon. Adicionalmente, ele considera que passou da hora dos Estados Unidos criar uma agência governamental especializada na área digital, a exemplo da FTC, FDA, NSA e tantas outras.

 

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