29 de maio de 2019

Publicidade em busca do resgate da confiança

A ANA realizou seu primeiro fórum dedicado ao resgate da confiança no ecossistema da publicidade americana e publicou uma lista de prioridades dos CMOs em 2020. Em paralelo, no Reino Unido, uma empresa cresce oferecendo planos de bem estar para os cada vez mais estressados executivos de marketing e publicidade.

Resgatar a confiança é dever de todos

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Agora em meados de maio foi realizado, em Nova Iorque, o primeiro fórum destinado a debater os problemas da queda dos níveis de confiança entre os players da atividade de marketing e publicidade, por iniciativa da ANA, a entidade dos anunciantes americanos.

Um sucinto mas abrangente relato do que lá foi debatido está em matéria do The Drum, assinada por um integrante do consórcio multilateral que vai dar prosseguimento prático aos temas levantados.

Vale destacar algumas das palavras ditas por Bob Liodice, presidente da ANA e do Fórum, na sua abertura: "Se virmos o nosso mercado como as unidades de negócio de uma organização e avaliarmos como tudo funciona em conjunto, vamos encontrar uma das empresas mais disfuncionais que possa existir. A única coisa que todos querem, que é o crescimento do desempenho dos negócios, não é priorizada. Não estamos gerando vencedores e percebemos nossas equipes trabalhando juntas de forma ineficaz. Falando francamente, em um negócio real, todos deveriam ser demitidos".

 

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Oito prioridades para os
clientes em 2020

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A revista digital da ANA abriu espaço para um ótimo artigo de Bruno Gralpois, co-fundador e principal executivo de uma consultoria especializada em gestão do relacionamento entre clientes e agências; profissional que também é integrante do seleto grupo de orientadores do programa de treinamento da entidade.

O autor faz uma análise com base tanto em sua própria experiência como em documentos emitidos por relevantes players da área de consultoria, como Adobe, Gartner, Forrester, IBM e Deloitte, sobre o que os CMOs devem ter como prioridade para enfrentar as amplas e profundas transformações do ambiente negocial nos próximos tempos, que na prática já começaram.

As oito prioridades para os clientes, relativas às suas áreas internas como para seus parceiros externos, em especial as agências, são as seguintes:

  1. Colaboração mais estreita e maior alinhamento aos objetivos da organização.
  2. Suporte ativo para a produção pelo cliente de conteúdo a custo-eficiente.
  3. Emponderar os talentos com conhecimento de dados, mensuração e capacidade analítica.
  4. Engajamento entre as partes mais constante, ágil e rápido.
  5. Obter consultoria mais estratégica, prospectiva e com insights.
  6. Foco obsessivo na orientação para o mercado e resultados de bottom-line
  7. Aumentar a capacidade de rápida adaptação - ou, melhor, liderança - para as mudanças.
  8. Maior transparência e responsabilidade fiscal nas relações financeiras, de forma a recuperar o nível de confiança.

 
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"Trabalhar em agências é a escravidão da atualidade"

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Justine Clement é fundadora e dirigente da The Life Adventure, uma consultoria britânica em franca expansão que oferece planos de bem estar para os cada vez mais estressados executivos de marketing e publicidade. Trabalha em treinamento virtual e presencial, viagens, eventos e até tratamento.

Em artigo publicado no The Drum, ela utiliza a imagem exposta por um de seus clientes da área de atendimento a respeito da situação mental gerada pela pressão e as condições de trabalho nas agências nos dias atuais, reflexo mais intenso do que acontece nas equipes das empresas anunciantes.

As atuais circunstâncias de incerteza do mercado, falta de segurança na continuidade das relações, redução dos resultados efetivos, acúmulo de funções, mudanças frequentes de rumo e pressão por trabalho a todo tempo, além do que se pode definir como mais de "110% de dedicação" têm gerado um elevado nível de estresse e de aumento de traços de doenças mentais na área, a ponto de acionar as preocupações das autoridades públicas do trabalho e da sanidade pública do Reino Unido.

Algumas corporações estão atentas para esse problema e estão investindo em estrutura e profissionais para se ocuparem do bem estar de seus colaboradores.

O problema já foi apontado nos Estados Unidos (veja aqui nota que publicamos) e a OMS - Organização Mundial da Saúde acaba de considerar que a Síndrome de Burnout é um "fenômeno ligado ao trabalho" (primeira etapa de um processo que leva a considerar a síndrome como uma doença laboral).

Justine levanta os aspectos mais comuns desse estresse nas agências e faz uma série de recomendações básicas, para que os líderes das agências contribuam para "baixar a bola", recuperar um nível civilizado de relacionamento e de produtividade - em benefício de todos, inclusive das próprias marcas atendidas.

 

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