5 de Junho de 2019

As virtudes do passado ajudam a construir o futuro

Duas experientes e bem posicionadas vozes, de dirigentes de anunciante e agência, alertaram, recentemente, que um futuro melhor e mais produtivo será construído se forem resgatadas algumas virtudes do passado que continuam válidas hoje e continuarão sendo relevantes amanhã, como foram ontem.

 

As agências precisam reverter os danos do decoupling

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Falando no encontro anual da 4As, a entidade das agências americanas, a presidente da Digitas Norte América, Jodi Robinson, disse que "as agências precisam construir relações mais estreitas entre disciplinas como criação e mídia, já que o decoupling  dessas atividades geralmente leva a uma comoditização prejudicial de seu trabalho".

Ironicamente, a observação veio da dirigente de uma agência com foco digital, ou seja, no futuro da tecnologia, que tem formação em psicologia e começou sua carreira em RH, antes de mudar para a área de marketing. Sua sólida formação foi no Dartmouth College, uma das mais antigas universidades americanas, fundada ainda nos tempos coloniais, em 1769 (e onde nosso premiado físico Marcelo Glaser é professor).

A separação entre criação e mídia, é na opinião de Jodi, um dos maiores erros já feitos e prejudicial tanto para clientes e agências.

A leitura do sumário da apresentação, feita pela WARC (ou a análise completa acessível aos assinantes desse serviço) é imperativa para clientes e agências preocupados com a saúde de suas marcas e negócios.


 
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"Se você acha que seu trabalho é apenas métricas e vendas, você não está mais em marketing"

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Arnaud Belloni, VP global de comunicação de marketing da Citroen, concedeu uma abrangente entrevista à Marketing Week, na qual deixa claro que o trabalho de marketing precisa necessariamente ter uma abordagem de entendimento e respeito ao consumidor e de criatividade, adicionalmente à questão das métricas e vendas, que são apenas partes do trabalho de marketing e, isoladamente, são tarefas distintas da área comercial e de comunicação.

Ele enfatizou também a necessidade de balancear velocidade e qualidade em publicidade, uma vez que pressa sem qualidade é ineficiente e qualidade sem agilidade é ineficaz.

Belloni ressaltou o legado de André Citroen, que criou a organização e a marca há 100 anos e agia com suporte tanto no respeito às necessidades e desejos do consumidor como na continua inovação. Paralelamente, tinha uma atitude muito criativa em marketing e publicidade. Todas lições que estão conduzido a Citroen na jornada pelo seu segundo século de vida.

 

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