31 de Julho de 2019

Padrões e criatividade fazem a concorrência produtiva

Diante do aumento constante das alternativas de mídias e dos instrumentos de marketing nos principais mercados do mundo, bem como o acirramento da competição entre os provedores desses serviços, a forma de fazer essa concorrência ser produtiva e evitar a dispersão ineficiente para os anunciantes é a combinação de padrões e da criatividade.

Disputa por serviços de
streaming e aparelhos inteligentes pode abalar a força da TV

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A TV, que é a última fronteira de grande eficácia da publicidade disponível para anunciantes de todos os setores e dimensões, pode ser abalada pelo aumento exponencial da competição por serviços de streaming e a disputa pelos aparelhos inteligentes, mais adequados para essa nova onda de evolução.

Andrew Blustein, repórter da The Drum baseado em NY que cobre justamente a intersecção da TV com a tecnologia, ponderou a preocupação de parte dos anunciantes locais e dos nacionais que precisam fazer campanhas regionais, sobre a eventual falta de alternativas de espaço publicitário adequado para suas necessidades.
Isso pode ocorrer com a onda de streaming em OTT tanto no formato, hoje mais comum, de VOD como na opção AdVOD, que aceita publicidade e seria uma saída para a insuficiência de recursos por parte dos espectadores para suportar o incremento da competição gerado pelos múltiplos projetos nessa área, seja das empresas de tecnologia, seja das redes de TV.

Mas mesmo a opção AdVOD pode não gerar espaços suficientes para compensar a redução do amplo menu hoje disponível pela combinação de TV nacional e local.

Em outra ponta, a dos aparelhos, Tim Peterson, da Digiday, relata a preocupação da Vizio,  o principal fabricante dessa nova geração de televisores, pois, nas palavras de seu CEO, William Wang, "para vendermos mais TVs, precisamos ter um conteúdo televisivo melhor; e precisamos ter mais conteúdo gratuito".

Razão pela qual sua empresa, assim como os demais competidores desse mercado, estão preocupados em estabelecer padrões entre os fabricantes e o espectro de provedores de conteúdo, das redes tradicionais aos serviços de streaming VOD e AdVOD, abrindo inclusive a possibilidade dos próprios fabricantes de aparelhos venderem publicidade - inclusive como uma forma de viabilizar o maior uso da adressable TV.

 

Clique aqui para ler a matéria da The Drum - 10 minutos
Clique aqui para ler a matéria da Digiday - 10 minutos

 

A onda do marketing da experiência pode ter chegado a seu limite

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Adrianne Pasquarelli escreveu na AdAge (texto que também foi publicado aqui no Brasil pelo Meio&Mensagem) que provavelmente está chegando ao limite a onda do marketing da experiência, inclusive pelo grande número dessas ações por marcas de produtos de todos os gêneros.

Essas atividades têm um custo cada vez mais elevado, são pouco controláveis pelos anunciantes e geram efeitos quantitativamente limitados em termos de fortalecimento das marcas e geração de negócios.

Tanto que a segunda edição da Dentsu Aegis CMO Survey traz, entre diversas outra análises, a informação que se hoje 53% dos líderes de marketing dizem que essas ações são uma das suas três maiores prioridades, a tendência é de redução do uso desse instrumento, com 47% afirmando que será uma de suas principais metas para 2022.

Outras ações, mais ligadas à essência do produto ou serviço em si, estão em alta, como se pode ver no relatório da referida pesquisa (à qual voltaremos na próxima edição do CENP News).


 
Clique aqui  para ler a matéria na AdAge - 16 minutos
Clique aqui   para ler a tradução no Meio&Mensagem
Clique aqui para acessar o relatório da Dentsu Aegis CMO Survey

 

A criatividade precisa ter
foco na eficácia

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Sarah Vizard é uma das mais experientes editoras da Marketing Weeke fez um abrangente artigo sobre a necessidade e as diversas formas de mensurar não apenas a eficiência mas, principalmente, a eficácia da criatividade.

No texto, ela faz referências a diversos estudos (da McKinsey, Nielsen, WARC e IPA) que demonstram o valor da criatividade para os negócios, bem como às metodologias mais conhecidas para mensurar seu valor pré e pós campanhas.

Também cita duas precisas definições de Cheryl Calverley, CMO dos colchões Eve. A primeira é “meu trabalho é elevar criatividade e transformá-la em libras, pois a monetização da criação é o que fazemos como profissionais de marketing".

A segunda destaca que “todo mundo optou por fazer as coisas fáceis do marketing digital e acabamos correndo em círculos. A única maneira de nos destacarmos da multidão é sermos criativos. Isso é o que faz as verbas renderem mais”.

 

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