13 de agosto de 2019

Perspectivas de realidade

Estudos feitos no Reino Unido e nos Estados Unidos demonstram que a TV permanece como o meio de comunicação mais consumido e de maior potencial de uso publicitário. Pesquisa da Dentsu Aegis faz um raio-x do que pensam e como agem 1.000 CMOs ao redor do planeta.

 

TV permanece como meio mais consumido e de maior força publicitária

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O professor Mark Ritson publicou na Marketing Week um artigo baseado no estudo anual da Ofcom sobre o consumo dos meios de comunicação audiovisuais e digitais no Reino Unido.

O relatório tem mais de 100 páginas e agrega as informações de pesquisa da BARB, entidade que coordena e tem a propriedade dos dados de audiência naquele mercado, a partir de um painel de 5.300 lares e mais de 12.000 pessoas.

Houve uma redução do consumo de TV de 2017 para 2018, mas a distância desse meio para o streaming e o YouTube permanece enorme. No ano, a média de minutos consumidos por dia na TV tradicional pela população foi de 192 minutos (era 203), contra 26 (era 19) do streaming e 34 (era 28) do YouTube.

Ritson combinou esse registro com uma pesquisa feita por eye-tracking pela Lumen, na qual se constatou que ao assistir a TV as pessoas em média mantêm atenção total à tela 23% do tempo, contra 7,5% no caso da mídia impressa, 1.4% no digital e 85% no cinema.

Outro dado inserido pelo autor em sua análise é sobre os benefícios da segunda tela (celulares, na maioria das vezes) durante o tempo em que as pessoas assistem TV. Pesquisa da MediaCom e ViewersLogic indica que a lembrança de marca dos comerciais passados na TV sobe 12% e a chance do consumidor buscar mais informações sobre a marca anunciada aumenta 75%.

O VAB - Video Advertising Bureau fez uma análise da audiência total da TV nos Estados Unidos em relação à dos principais veículos do meio digital e chegou a dados impressionantes, fazendo uma consolidação das informações da Nielsen e da ComScore MediaMetrix referentes a junho de 2019.

Na população acima de 18 anos a audiência média dos canais de TV por minuto (incluindo sua "transmissão" online) é de 31,4 milhões de pessoas, contra 15,8 milhões da soma dos 10 digitais de maior audiência que vêm em seguida (entre eles, YouTube, Facebook, Google, Spotify e Instagram).

Na faixa dos jovens entre 18 e 34 anos a TV continua liderando, com 3,4 milhões de audiência por minuto, contra 2,6 do YouTube, 1,4 do Spotify, 0,76 do Facebook e 0,72 milhão do Google.

No segmento entre 35 e 64 anos, que concentra a maior parte do poder de consumo americano, os canais de TV falam com 16,7 milhões de pessoas por minuto, contra 7,4 milhões da soma dos 10 canais digitais que aparecem na sequência.

 

Clique aqui para ler o artigo de Mark Ritson - 15 minutos
Clique aqui para ver o estudo do VAB

 

Estudo demonstra que CMOs não estão satisfeitos com sua própria performance

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A segunda edição da Dentsu Aegis CMO Survey, feita com 1.000 CMOs de 10 dos maiores mercados do mundo (EUA, China, Japão, UK, Alemanha, Rússia, França, Itália, Espanha e Austrália), revela alguns dados interessantes sobre o gap entre o que eles gostariam de fazer e estão de fato realizando.

Entre os resultados mais relevantes estão:

  • 79% acredita que sua principal missão é transformar seus negócios através da tecnologia digital, não apenas otimizá-los; mas ficou claro que ainda se está longe dessa meta.
  • 85% pensa que obter grandes ideias capazes de construir marcas fortes e estabelecer conexões emocionais com os consumidores é um ponto essencial para o sucesso de seus negócios; mas apenas 54% considera que estão conseguindo fazer isso.
  • 84% acredita que é fundamental coletar e gerenciar dados para orientar a percepção da realidade dos consumidores, mas apenas 49% avalia que suas organizações estão fazendo isso como se deveria.
  • Entre os desafios que não estão enfrentando como gostariam, 50% reporta falta de capacidade de assegurar investimentos para o longo prazo; 41% falha em obter integração entre os elementos de experiência do consumidor; e 40% vê gap de talentos internos em quantidade suficiente.


Além disso, há uma sensação geral de que eles, os CMOs, precisam melhorar sua integração com os CEOs, para alinhar expectativas e responsabilidades; com os CFOs, para falar a mesma linguagem; com os CCOs, para estruturar a organização em torno do consumidor; com os CHROs, para criar a cultura adequada; com os CIOs/CDOs, para construir a arquitetura de inovação; com os CSOs, para gerar novas fontes de valor; e com os CSustyOs, para suportar as tendências de longo prazo.

 

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