13 de setembro de 2019

Um triopólio à vista

Principais lideranças da publicidade observam o movimento tectônico da Amazon em direção ao Google e Facebook, com potencial de impacto junto ao conjunto dos anunciantes, veículos e ad-techs.

 

O crescimento da Amazon vai
mexer com todos no espectro da publicidade

Marketing Dive publicou um brief  baseado em um relatório da Forrester sobre a previsível grande modificação no panorama da publicidade mundial com a entrada para valer da Amazon na área da publicidade.

Em resumo, do lado da mídia, o que deve acontecer em tempo não muito longo é a transformação do duopólio Google e Facebook num triopólio, incluindo o novo mega competidor.

No caso das agências, elas terão que desenvolver competências para operar no novo ambiente publicitário que será estruturado. Os grandes grupos de comunicação, aliás, já estão criando agências especializadas na Amazon.

No caso das ad-techs a situação é mais complexa, pois a Amazon deverá oferecer diversos dos serviços dessa área internamente - assim como fazem Google e Facebook -, cobrando por isso, evidentemente. Ou seja, ninguém ainda sabe exatamente quais competências desenvolver e o tamanho desse novo segmento de mercado, que deverá permanecer pouco transparente nas questões relativas a preços.

 

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CEO da IPG alerta sobre como se preparar para a próxima recessão

Michael Roth, chairman e CEO da Interpublic concedeu entrevista ao AdAge sobre suas perspectiva a respeito da anunciada próxima recessão mundial. Ele está nessa posição desde 2005 e enfrentou a recessão de 2008-09, gerando experiência para enfrentar o que vem.

Em sua visão, a grande diferença é que a última recessão começou de forma abrupta, profunda, sem aviso e pegou todos de surpresa. Desta vez, estão todos esperando para o ano que vem ou o próximo.

Os ajustes, da vez passada, tiveram que ser feitos depois do início dos tempos difíceis e doeram bastante. Agora, no caso da IPG, eles já estão sendo realizados, fechando alguns negócios que não estão fazendo dinheiro, reestruturando outros e até investindo em compras de empresas que possam representar uma vantagem competitiva.

Sobre os clientes e a tendência de cortar investimentos nesses períodos de dificuldades, ele vê como quase inevitável, mas alerta que os CEOs, CFOs e CMOs devem se perguntar com mais atenção o que cortar, o que manter e mesmo o que incrementar para superar os tempos ruins e até lucrar com eles.

 

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Nike aposta nas vendas DTC

Artigo na The Drum analisa a recente aposta da Nike ao comprar uma start-up de AI, a Celect, para incrementar sua competência nas operações DTC - Direct to Consumer, que se prevê como uma onda de grande impacto nos próximos tempos, com mais e mais corporações de produtos de massa buscando criar ou maximizar esse canal de vendas, na esteira do sucesso de mega operações como a Amazon e Alibaba e de dezenas de outras de grande porte, inclusive da expansão de esforços nessa direção de tradicionais redes de varejo.

Esse movimento tem um potencial transformador imenso, abrindo oportunidades para consultorias, ad-techs, profissionais que se especializarem, provedores de serviços e até agências.

Haverá muitas tentativas, diversos fracassos e alguns sucessos expressivos no desenvolvimento desse novo campo de especialização das funções e instrumentos de marketing e comunicação.
 


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Consultoria se propõe a organizar o espectro de provedores

externos e in-house

Cresceu tanto o espectro de provedores da área do chamado marketing digital, seja externos, independentes, conectados a agências ou em estruturas internas, que abriu espaço para consultorias especializadas em analisar as necessidades das empresas, avaliar o que está sendo feito e propor uma estruturação e modo de operação mais integrado, inteligente e efetivo.

Robert Webster e Nick King, co-fundadores da britânica Canton Marketing Solutions, escreveram na The Drum um artigo sobre as funções e valor dessas consultorias.

São quatro os temas desenvolvidos no texto:

  • Agilidade e capacidade de se adaptar a novos desafios.
  • Expertise em mídia em vez de poder de compra.
  • Uma equipe integrada e não silos de informações.
  • Somar contribuições ao invés de buscar controle completo.

 
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