20 de Fevereiro de 2020

A reafirmação de verdades conhecidas

A decisão da Kraft Heinz e da Under Armour de incrementar seus investimentos em mídia, o combate à apatia dos consumidores e um novo olhar da FTC e do Ofcom sobre os influenciadores e as mídias sociais reafirmam verdades conhecidas

 

Kraft Heinz e Under Armour vão incrementar seus investimentos em mídia

Duas importantes empresas de produtos de consumo decidiram aumentar seus investimentos em publicidade. A Kraft Heinz em mais 30% e a Under Armour para 12% de sua receita.

Depois de um período de queda em suas vendas e no valor de suas ações, a Kraft Heinz decidiu voltar a investir pesado nas suas principais marcas, ao mesmo tempo em que irá reduzir o número de suas agências de 36 para 19. Foi o que anunciou seu CEO,  Miguel Patricio, em uma entrevista, destacando que o primeiro passo para resolver um problema é reconhecer sua existência e que apesar de um "ano ruim" é hora de investir em seus principais ativos: suas históricas marcas.

Também em uma conferência de imprensa o CEO e o CFO da Under Armour anunciaram que após um ano que não foi bom iriam incrementar seus investimentos em marketing, que será de 12% sobre suas vendas, principalmente para reforçar a marca, na entrada do funil, e no seu final, nas atividades promocionais de venda.

Como se nota, são duas empresas com grandes marcas que economizaram onde não deviam: em seu marketing.


 
Clique aqui para ler a matéria sobre a Kraft Heinz na AdAge - 5 minutos
Clique aqui para ler a matéria sobre a Kraft Heinz na Marketing Week - 4 minutos
Clique aqui para ler a matéria sobre a Under Armour na Marketing Week - 6 minutos

 

Nosso problema continua sendo a apatia dos consumidores

Laurent Simon, líder criativo da VMLY&R no Reino Unido, escreveu um artigo na Campaign lembrando que o maior problema do marketing e da comunicação continua sendo o de sempre: a apatia dos consumidores, pois 96% simplesmente ignora o que fazemos, 92% acha os anúncios e comerciais chatos e 72% preferia pagar a mídia do que ter que vê-los.

Razão pela qual, a seu ver, finalmente o board e os controladores das principais empresas está se dando conta do valor da criatividade para enfrentar esse desafio, pois está se tornando "uma questão de vida ou morte das marcas venderem a coisa certa para as pessoas certas, usando a frequência certa".

 

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A FTC e o Ofcom vão regular os influenciadores e as mídias sociais

A FTC - Federal Trade Comission, que regula as relações de consumo nos Estados Unidos, e o Ofcom - Office of Communications, que cuida das empresas de mídia no Reino Unido, decidiram que irão estabelecer padrões mais rígidos para as atividades dos influenciadores e normas para regular as mídias sociais, na mesma linha com que cuidam dos meios de comunicação tradicionais.

A FTC está fazendo consultas públicas para receber sugestões da população sobre como normatizar a ação dos influenciadores digitais, que deverão passar a ter que informar todo o tipo de remuneração (inclusive através de produtos e serviços) que recebem das empresas.

É a maior revisão dessas normas desde 2009, quando ainda não existia o Instagram e a "febre" dos influenciadores era bem menor, incluindo a evasão aos padrões de publicidade dirigida às crianças.

O Ofcom, por seu turno, recebeu do governo britânico o mandato de também se ocupar das mídias sociais, na mesma linha que controla o que é "publicado" no rádio, na TV e no VOD - video on demand.

A decisão veio na esteira de uma ampla discussão se deveria haver um orgão regulador próprio ou dar autoridade para o Ofcom agir nesse setor.

Essa questão tem sido resolvida aqui no Brasil, tanto pelo CONAR, que regula o conteúdo da publicidade - incluindo os influenciadores, como pelo CENP, que desenvolve padrões comerciais de melhor prática. Ambos gerem um sistema de autorregulação que se mostra admirável pela eficácia e por assegurar a liberdade do mercado.

 

Clique aqui para ler a matéria no Media Post sobre o FTC - 5 minutos
Clique aqui para ler a matéria na Campaign sobre o Ofcom - 5 minutos